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Porque Gari?
No Brasil o termo gari é freqüentemente utilizado para designar
os profissionais que limpam as praças e vias públicas.
NOTA: O surgimento do termo "gari", que provém do nome
de Pedro Aleixo Gary. Durante o Império, ele assinou o primeiro
contrato de limpeza urbana no Brasil. Aleixo costumava reunir, no Rio
de Janeiro, funcionários para limpar as ruas após a passagem
de cavalos. Os cariocas, que se acostumaram com esse trabalho, sempre
mandavam chamar a "turma do gari". Aos poucos e de tanto repetir,
a população associou o sobrenome de Aleixo Gary aos funcionários
que cuidam da limpeza das ruas.
-> Fonte: WIKIPÉDIA - A Enciclopédia livre
TOPO
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História do Lixo
Linhas gerais
No início dos tempos, os primeiros homens eram nômades.
Moravam em cavernas, sobreviviam da caça e pesca, vestiam-se
de peles e formavam uma população minoritária sobre
a terra. Quando a comida começava a ficar escassa, eles se mudavam
para outra região e os seus "lixos", deixados sobre
o meio ambiente, eram logo decompostos pela ação do tempo.
À medida em que foi "civilizando-se" o homem passou
a produzir peças para promover seu conforto: vasilhames de cerâmica,
instrumentos para o plantio, roupas mais apropriadas. Começou
também a desenvolver hábitos como construção
de moradias, criação de animais, cultivo de alimentos,
além de se fixar de forma permanente em um local. A produção
de lixo consequentemente foi aumentando, mas ainda não havia
se constituído em um problema mundial.
Naturalmente, esse desenvolvimento foi se acentuando com o passar dos
anos. A população humana foi aumentando e, com o advento
da revolução industrial - que possibilitou um salto na
produção em série de bens de consumo - a problemática
da geração e descarte de lixo teve um grande impulso.
Porém, esse fato não causou nenhuma preocupação
maior: o que estava em alta era o desenvolvimento e não suas
conseqüências.
Entretanto, a partir da segunda metade do século XX iniciou-se
uma reviravolta. A humanidade passou a preocupar-se com o planeta onde
vive. Mas não foi por acaso: fatos como o buraco na camada de
ozônio e o aquecimento global da Terra despertaram a população
mundial sobre o que estava acontecendo com o meio ambiente. Nesse "despertar",
a questão da geração e destinação
final do lixo foi percebida mas, infelizmente, até hoje não
vem sendo encarada com a urgência necessária.
"O lado trágico dessa história é que o lixo
é um indicador curioso de desenvolvimento de uma nação.
Quanto mais pujante for a economia, mais sujeira o país irá
produzir. Ë o sinal de que o país está crescendo,
de que as pessoas estão consumindo mais. O problema está
ganhando uma dimensão perigosa por causa da mudança no
perfil do lixo. Na metade do século, a composição
do lixo era predominantemente de matéria orgânica, de restos
de comida. Com o avanço da tecnologia, materiais como plásticos,
isopores, pilhas, baterias de celular e lâmpadas são presença
cada vez mais constante na coleta. Há cinqüenta anos, os
bebes utilizavam fraldas de pano, que não eram jogadas fora.
Tomavam sopa feita em casa e bebiam leite mantido em garrafas reutilizáveis.
Hoje, os bebês usam fralda descartáveis, tomam sopa em
potinhos que são jogados fora e bebem leite embalado em tetrapak.
Ao final de uma semana de vida, o lixo que eles produzem equivale, em
volume, a quatro vezes o seu tamanho.
Um dos maiores problemas do lixo é que grande parte das pessoas
pensa que basta jogar o lixo na lata e o problema da sujeira vai estar
resolvido. Nada disso. O problema só começa aí.
"(*)
-> Fonte: REVISTA VEJA
TOPO
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TIPOS DE LIXO
Por composição
Lixo orgânico
Na concepção técnica o lixo, deve ser visto e analisado
sob o prisma biológico, assim lixo orgânico é todo
lixo que tem origem animal ou vegetal, ou seja, que recentemente fez
parte de um ser vivo. Numa linguagem mais técnica e moderna,
abordaríamos os resíduos sólidos, sendo seu componente
biológico a matéria orgânica, mas da mesma forma
oriundos dos seres vivos, animais e vegetais. Neles pode-se incluir
restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos, papéis,
madeira, etc.
Mesmo na atualidade esse tipo de lixo é considerado poluente
e, quando acumulado, o lixo orgânico muitas vezes pode tornar-se
altamente inatrativo, mal-cheiroso, em geral devido à decomposição
destes produtos. Mas, caso não haja um mínimo de cuidado
com o armazenamento desses resíduos cria-se um ambiente propício
ao desenvolvimento de microorganismos que muitas vezes podem ser agentes
que podem causar doenças. Lixo orgânico pode ser decomposto.
O principal componente do lixo orgânico é o lixo humano,
composto pelos resíduos produzidos pelo corpo humano, tais como
fezes e urina. O lixo humano pode ser altamente perigoso, uma vez que
pode abrigar e transmitir com facilidade uma grande variedade de vermes,
bactérias, fungos e vírus causadores de doenças.
Uma realização primária da civilização
humana tem sido a redução da transmissão de doenças
através do lixo humano, graças à higiene e o saneamento
básico. O lixo orgânico pode ser seletivizado e usado como
adubo (a partir da compostagem) ou utilizado para a produção
de certos combustíveis como biogás, que é rico
em metano (a partir da biogasificação).
Lixo inorgânico
Lixo inorgânico inclui todo material que não possui origem
biológica, ou que foi produzida através de meios humanos,
como plásticos, metais e ligas, vidro, etc. Considerando a conformação
da natureza, os materiais inorgânicos são representados
pelos minerais.
Muito do lixo inorgânico possui um grande problema: quando jogado
diretamente no meio ambiente, sem tratamento prévio, demora muito
tempo para ser decomposto. O plástico por exemplo, é constituído
por uma complexa estrutura de moléculas fortemente ligadas entre
si, o que torna difícil a sua degradação e posterior
digestão por agentes decompositores (primariamente bactérias).
Para solucionar este problema, diversos produtos inorgânicos são
biodegradáveis.
Lixo tóxico
Muito do lixo é tóxico. Lixo tóxico inclui pilhas
e baterias, que contém ácidos e metais pesados em sua
composição, certos tipos de tinta (como aquela usada nas
impressoras), além de rejeitos industriais. Lixo tóxico
precisa receber tratamento adequado, ou pode causar sérios danos
ambientais e/ou à saúde de muitas pessoas.
Lixo altamente tóxico
Lixo nuclear e hospitalar entram neste quesito. Estes produtos precisam
receber tratamento especial, ou podem causar sérios danos ambientais
e/ou à saúde de muitas pessoas. Lixo altamente tóxico
deve ser isolado, enquanto lixo hospitalar deve ser incinerado.
Lixo doméstico: é o formado pelos resíduos sólidos
produzidos pelas atividades residenciais e apresenta em torno de 60%
de composição orgânica e o restante formado por
embalagens plásticas, latas, vidros, papéis, etc.
Lixo urbano:
inclui o lixo doméstico assim como o lixo produzido em instalações
públicas (parques, por exemplo), em instalações
comerciais, bem como restos de construções e demolições.
Lixo industrial:
é gerado pelas indústrias, e é geralmente altamente
destrutiva ao meio ambiente ou à saúde humana.
Lixo hospitalar:
é a classificação dada à produtos sem valor
e considerados perigosos produzidos dentro de um hospital, como seringas
usadas, aventais, etc. Por serem perigosos, podendo conter agentes causadores
de doenças, este tipo de lixo é separado do restante produzido
dentro do hospital (restos de comida, etc), e é geralmente incinerado.
Porém, certos materiais hospitalares, como aventais que mantiveram
constante contato com raios eletromagnéticos de alta energia
como raios X, são categorizados de forma diferente (o mencionado
avental, por exemplo, é considerado lixo nuclear), e recebem
tratamento diferente.
Lixo nuclear:
composto por produtos altamente radioativos, como restos de combustível
nuclear, produtos hospitalares que tiveram contato com radioatividade
(aventais, papéis, etc), enfim, qualquer material que teve exposição
prolongada à radioatividade e que possue algum grau de radioatividade.
Devido ao fato de que tais materiais continuarem a emitir radioatividade
por longos períodos de tempo, eles precisam ser totalmente confinados
e isolados do resto do mundo.
Aterros sanitários
Aterros sanitários são considerados uma maneira prática,
barata de destinar os resíduos urbanos e industriais, além
de esgoto não tratado. Por isso, são a forma mais utilizada
para tratamento de resíduos. Utilizam grandes áreas de
terra, onde o lixo é depositado. Porém, inutilizam vários
materiais que poderiam ser reciclados, além de ser uma fonte
de poluição do solo, de rios e lagos e do ar. A poluição
se deve ao processo de decomposição da matéria
orgânica que gera enormes quantidades de biogás, que contém
metano e outros componentes tóxicos, e de chorume, líquido
contendo componentes tóxicos que flue do lixo para o solo e corpos
d´água (como rios e lagos) da região.
Incineradores
Incineradores literalmente incineram o lixo, reduzindo-o a cinzas.
São altamente poluidores, gerando enormes quantidades de poluentes,
como gases que contribuem ao agravamento do efeito estufa. É
o método utilizado para a destruição de lixo hospitalar,
que pode conter agentes causadores de doenças potencialmente
fatais.
É um tratamento aeróbico, através do qual a matéria
orgânica se decompõe em adubo ou composto.
Biogasificação
A biogasificação ou metanização é
um tratamento por decomposição anaeróbica que gera
biogás, que é formado por cerca de 50% de metano e que
pode ser queimado ou utilizado como combustível. O resíduos
sólido da biogasificação pode ser tratado aerobicamente
para formar composto.
Confinamento permanente
Lixo altamente tóxico e duradouro, e que não pode
ser destruído, como lixo nuclear, precisa ser tratado e confinado
permanentemente, e mantidos em algum lugar de difícil acesso,
como túneis escavados a quilômetros abaixo do solo, por
exemplo.
Reciclagem
A reciclagem é o processo de reaproveitamento de material
orgânico e inorgânico do lixo. É considerado o melhor
método de tratamento de lixo, em relação ao meio
ambiente, uma vez que diminui a quantidade de lixo enviado a aterros
sanitários, e reduz a necessidade de extração de
mais matéria-prima diretamente da natureza. Porém, muitos
materiais não podem ser reciclados continuadamente (fibras, em
especial). A reciclagem de certos materiais é viável,
mas pouco ou não praticada por ser economicamente inviável.
Algumas formas de lixo, em especial, lixo altamente tóxico, não
pode ser reciclada, e precisa ser descartado.
-> Fonte: WIKIPÉDIA - A Enciclopédia livre
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